quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Relatos Sobrenaturais de São Sebastião da Vitória

Existem histórias que não estão registradas senão pela oralidade dos mais velhos. Coisas estranhas acontecem em lugares que são difíceis de achar nos mapas e de onde quase não se ouve falar, por isso acabam perdidas no tempo e o mundo não toma conhecimento. Hoje eu trouxe algumas histórias do lugar que eu vim, São Sebastião da Vitória, distrito próximo a São João del Rei. Lá é estranho a noite: escuro, frio e silencioso. De madrugada só se ouve animais noturnos e raramente um veículo passando na BR, da pra ouvir desde longe até o som sumir no horizonte, o silêncio é intenso.

O Lençol sobrenatural
Próximo à chamada Represa do Chicuta, existia nos anos 30 uma casa velha, simples, de pau a pique, no modelo das casas pobres de zona rural da época. Lá morava um casal bem velhinho, hoje os dois já estão falecidos. Aconteceu que, o dono do terreno resolveu derrubar a casa, já que ela estava velhinha e ninguém morava nela mais. Mas parece que os antigos donos não queriam isso. Dizia minha avó, mãe do meu pai, que quando passavam na região da casa a noite, logo em cima de onde antes a casa ficava e hoje tem apenas o alicerce, um lençol branco, à luz da lua, ficava flutuando sobre o local. Como um tapete voador das histórias de Aladdin, ficava pairando e planando com graciosidade, indo de um lado para outro. 

Poltergeist e Corpo Desconhecido

Próximo ao cemitério do distrito há uma pracinha aconchegante e grande onde crianças brincam e namorados sentam à noite para conversar. Na época de minha irmã, conta ela que sempre achavam vestígios de rituais por ali. Não era difícil achar pratos lindos com macarrão, velas vermelhas e pretas e animais mortos, além de bebidas alcoólicas.

 Neste dia não foi diferente, eles acharam os objetos ritualísticos, mas já estavam acostumados e não se importaram. A corrente que prendia o portão do cemitério, presa com um enorme cadeado, caiu sozinha no chão, fazendo grande estrondo. Logo depois o portão de duas partes se afastou e abriu, sem ninguém estar perto dele, o que fez as crianças correrem dali desesperados. Lá ainda hoje existe um túmulo de uma criança desconhecida, que foi encontrada morta em uma manhã bem em frente ao portão do cemitério. Ninguém no pequeno distrito sabia quem era aquela criança nem de onde ela teria vindo. O mistério da causa da morte permanece até hoje.

Fogo Batatau
Este é o relato que mais ouvi desde criança, inclusive de uma amiga próxima que morava em um arraial. Meu pai, os amigos do meu pai, os vizinhos, muita gente já viu esse fenômeno. Consiste em uma bola de fogo que flutua, aparece por trás dos morros, desaparece e reaparece no mesmo momento em outro ponto do horizonte. O que dizem é que se ela se aproximar, deixa a vítima carbonizada. Deve ser o mesmo ser que chamam de Boitatá em outros lugares do Brasil.


Conta minha amiga, Rita, que certa vez ela acordou de madrugada e abriu a janela para seu gatinho ir fazer xixi lá fora, quando ela viu, aquela luz saindo de trás do morro e vindo em sua direção. Isso a fez fechar a janela, deitar e, por causa do medo não olhou mais.

Uma das explicações científicas para o fenômeno é o fogo fátuo, que é a combustão de gases provenientes da decomposição de matérias orgânicas: restos de cadáveres de animais e sais da terra. Mesmo fenômeno este que, nas sepulturas, cria a ilusão fantasmagórica dos espíritos brilhantes flutuando.

Já vi uma reportagem do Geraldo Luís em que a câmera da área externa de uma casa filmou um óvni parecido com o fenômeno relatado aqui.


Se leu até aqui, comente algo sobrenatural que já aconteceu ou se já viram algum desses fenômenos ao vivo. Vamos tentar explicar esses mistérios. Obrigado por ler até aqui e até o próximo post.
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